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O Desafio da Qualidade na Formação de Reiki

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Passo a Passo
para cada nova etapa

Este artigo propõe-se a analisar criticamente as políticas de formação de Reiki, tanto na modalidade presencial quanto à distância, em consonância com as investigações que a APRE (Associação Portuguesa de Reiki Essencial) tem vindo a desenvolver no campo da educação terapêutica em Portugal.

Objetivos e desafios centrais

O propósito central é debater e analisar as vantagens e desvantagens da iniciação e ensino de Reiki à distância versus presencial e o seu impacto direto na qualidade da formação de futuros Mestres e Praticantes. No entanto, este debate impõe desafios mais vastos que interferem na qualidade do ensino:

  1. Regulamentação do Sistema: A necessidade de estabelecer um sistema de formação adequado e a criação de mecanismos de certificação de competências pelas associações de Reiki.

  2. Criação de um Órgão Regulador: A urgência de se instituir um órgão regulador da profissão (semelhante a um conselho ou ordem profissional), coordenado por profissionais e Mestres de Reiki.

O contexto da formação em Portugal

Atualmente, a formação de Praticantes de Reiki em Portugal é predominantemente realizada em cursos presenciais, seguindo o modelo tradicional de três módulos (graus). A formação continuada, por sua vez, articula-se em diferentes módulos, norteados pelos princípios deixados por Mikao Usui, Chujiro Hayashi e Hawayo Takata.

A APRE entende que a formação de um Praticante de Reiki deve ser encarada como uma prática pedagógica rigorosa, onde a teoria e a prática se articulam de forma indissociável.

A tensão entre modelos de ensino

É visível a tensão entre as duas modalidades de ensino (presencial e à distância) que convivem na arena das políticas educacionais:

  1. O Ensino à Distância (Online): Defendido por Mestres de Reiki que enfatizam a qualidade social e a acessibilidade da formação online.

  2. O Sistema Presencial (Tradicional): Defendido pela sociedade civil organizada e por entidades educacionais, reunidas no movimento nacional de associações, que defendem que a qualidade social da formação requer o contacto e a experiência presencial, sobretudo para aqueles que irão atuar em contextos de intervenção social.

Conclusão e próximos passos

O presente artigo circunscreve a discussão sobre a certificação de competências nos dois sistemas de ensino e a necessidade de um controlo efetivo na formação e no exercício profissional.

Para a APRE, a formação de Praticantes e Mestres deve estar sustentada num projeto pedagógico robusto, seja numa escola de Reiki ou num espaço público, com o objetivo de garantir que todas as entidades educacionais atinjam e mantenham os parâmetros da qualidade social na educação, honrando assim o respeito que a profissão merece.

A posição da APRE: Qualidade, regulamentação e o imperativo do ensino presencial no Reiki

O debate sobre a modalidade de ensino do Reiki – presencial versus à distância – é crucial para a profissionalização e qualidade da terapia em Portugal. A APRE (Associação Portuguesa de Reiki Essencial) defende, de forma inequívoca, o modelo presencial, alinhando-se com a necessidade de rigor pedagógico e ética profissional.

1. O argumento pedagógico do ensino presencial

Os Mestres e as Associações que subscrevem o sistema presencial consideram que o ambiente físico e a interação pessoal com o Mestre são elementos insubstituíveis na formação de um profissional de Reiki.

  1. Domínio Prático e Pedagógico: O espaço físico garante que o estudante possa preparar-se para o domínio do trabalho, cuja essência é a prática das técnicas e a sua correta utilização. O acompanhamento in loco é vital para a precisão e segurança.

  2. Construção Coletiva e Orientação: A formação presencial permite ao aluno desenvolver a sua trajetória de forma coletiva, apoiada por um professor e orientador. É neste ambiente que se estimula o pensamento crítico, a reflexão em grupo e a socialização do conhecimento, essenciais para a produção de novos saberes sobre o Reiki.

  3. Modelo Apropriado: Os cursos presenciais são reconhecidos como o modelo de aprendizagem mais apropriado, especialmente para uma prática que exige maturidade, motivação e o desenvolvimento de habilidades empáticas e energéticas que apenas a interação direta pode cultivar.

2. A natureza tríplice da formação em Reiki

O conceito de formação, de origem latina (formatione), implica a articulação de teoria e prática. A formação do praticante e Mestre de Reiki possui uma natureza específica e complexa, que o ensino à distância não consegue satisfazer plenamente:

  1. Formação Tripla: É simultaneamente teórica, prática e pedagógica.

  2. Formação Profissional: Visa o preparo para o ingresso no mercado profissional, sendo indispensável uma solidez de conhecimento e habilidades que confiram a necessária emancipação profissional.

  3. Formação de Mestres: Desenvolve-se num espaço de maturação interna onde o formando se transforma em professor, exigindo o domínio de um conjunto de conceitos e práticas para tornar nítida a sua identidade.

3. Crítica ao ensino à distância e os riscos de desregulamentação

A APRE e outras associações têm apontado graves deficiências e riscos no modelo de ensino à distância para o Reiki:

Crítica Principal Consequência no Ensino

  1. Ausência de Acompanhamento Falta de acompanhamento presencial de um Mestre qualificado, de aulas de apoio e de partilhas em grupo.
  2. Iniciações por Substituição Uso de iniciações à distância em substituição de iniciações presenciais, essenciais para a qualidade energética.
  3. Foco Ideológico Defensores preocupados com o discurso de conveniência (não sair de casa, valores baixos, maior número de alunos) em detrimento das deficiências, na prática, e no desenvolvimento relacional.
  4. Criação de "Mestres Leigos" O ensino online tem o risco de admitir e graduar pessoas sem o preparo adequado, resultando em "Mestres leigos" com uma formação inconsistente.

4. Ações da APRE e o futuro do profissionalismo

A APRE tem atuado ativamente para mitigar os efeitos da formação desregulamentada e para elevar o padrão profissional:

  1. Ações Corretivas: Muitos Praticantes formados à distância têm, cedo ou tarde, de recorrer a "reciclagem" e "práticas e partilhas em grupo" — procedimentos que não complementam, mas sim substituem a formação inicial deficiente. Ações de formação regionais da APRE comprovaram a redução de praticantes com o sistema à distância nas regiões beneficiadas.
  2. A Defesa da Lei Nacional: Coerente com a Lei de Bases 45/2003, a APRE exige que o modelo presencial seja a base para a formação e certificação de competências, harmonizando os métodos com base nos estudos de educação profissional.
  3. Certificação de Competências: A Direção da APRE manifestou a decisão de aplicar nos seus estatutos e regulamentos internos o ensino somente presencial para a formação de futuros praticantes, visando a qualidade total do ensino de Reiki em Portugal.
  4. Profissionalidade e Profissionalismo: A profissionalidade (o conjunto de conhecimentos e capacidades do Mestre) e o profissionalismo (o desempenho competente e o compromisso ético) exigem uma formação contínua com a presença e orientação do professor.

Considerações finais da direção

À luz das reflexões e das tendências de mercado, a APRE conclui:

  1. Tendência de Qualidade: Em 2024, o número de matrículas em cursos presenciais de Reiki abrangeu 91% do mercado, demonstrando uma preferência clara pela qualidade do ensino em detrimento da quantidade.
  2. Valorização da Experiência: A experiência presencial e a formação qualificada de Mestres têm avançado significativamente, incorporando técnicas, regras e condutas normalizadas entre escolas, o que confere ao Reiki uma identidade profissional sólida.
  3. Rumo à Regulamentação: As certificações de competências obtidas via ensino à distância tendem a diminuir, podendo ser eliminadas no futuro, em função dos regulamentos internos das associações.

A Direção da APRE reafirma o seu alinhamento com o apoio continuado ao aluno, tanto na componente teórica quanto prática, como o único caminho para a profissionalização sustentada do Reiki e dos seus praticantes.

 

FAQ

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Encontre respostas a perguntas frequentes sobre os nossos projetos e ações para os associados. O nosso objetivo é tornar a sua experiência de conhecimento o mais tranquila possível. Caso ainda tenha dúvidas, contacte o suporte.

1. Como funcionam os projetos de voluntariado em Reiki?

Os projetos de voluntariado em Reiki são iniciativas solidárias que levam sessões gratuitas ou a custo simbólico a comunidades, lares, hospitais, associações e pessoas em situação de vulnerabilidade. Estes projetos promovem bem-estar, equilíbrio emocional e apoio energético, permitindo também que praticantes desenvolvam experiência prática com ética e responsabilidade.

2. O que é o Reiki nas Escolas e qual o seu objetivo?

O Reiki nas Escolas é um projeto educativo que introduz práticas simples de relaxamento, concentração e equilíbrio emocional no ambiente escolar. O objetivo é apoiar crianças e jovens na gestão do stress, melhoria do foco, desenvolvimento da empatia e promoção de um ambiente escolar mais harmonioso e consciente.

3. O que significa um curso certificado pela DGERT?

Um curso certificado pela DGERT garante que a formação cumpre critérios oficiais de qualidade pedagógica, organização e transparência. Isso assegura aos formandos um ensino estruturado, reconhecimento institucional e maior credibilidade profissional na sua área de atuação.

4. O que são Núcleos de Reiki?

Os Núcleos de Reiki são grupos organizados de praticantes e mestres que promovem encontros regulares, partilhas, formação contínua e projetos comunitários. Funcionam como espaços de apoio, crescimento e união, fortalecendo a prática do Reiki e a sua presença ativa na comunidade.